- Malaquias! O pastor chamou lá na frente, para dar seu testemunho. A mulher contente e a sogra sorrindo. Ele chorou. Depois no bar em frente ao cais os amigos de pesca fisgaram na conversa sua confissão. – Sou um homem novo, estou feliz pra caralho. Em casa a mulher apresentou a menina da comunidade que ia ajudar nas tarefas domésticas, Malaquias escondendo o riso cheio de buracos. Tudo caminhava na santa paz até que chegou em casa e encontrou a menina sozinha esfregando cera no chão, ficou urubu na sala olhando ela de cócoras inocente, ele coçando entre os dedos do pé ruço de cimento pediu com voz macia: - Filhinha podia faz favor, tirar um bicho que estava no dedão. Ele com a agulha na mão, mostrando o lugar. A menina tremia só de ver as varizes da perna, veias grossas, calcanhar rachado, bolhas pretas, chulé subterrâneo. No dedão o olho, ele de cima e o peitinho solto na blusa com o bico feito bicho de pé ovado cabeça que só uma verruga olhando caolho. Malaquias ruminou na sua cabeça calva. - Deus perdoa a cachaça, mas e a santinha com peitinhos em flor? Agarrou sem escolher, a menina gritou e correu. Na igreja a mulher e a sogra chorando de joelhos. Nem sombra do Malaquias.
viernes, 18 de noviembre de 2011
Suscribirse a:
Enviar comentarios (Atom)
No hay comentarios:
Publicar un comentario