viernes, 18 de noviembre de 2011

Bons tratos

Ferrou um berro dentro do ouvido, zumbindo, enfezou e espalmou falanges na cara do outro. Pesca com a cabeça e retorna revidando, mas acontece a estocada. O ferro com a ponta machucando as tripas. Emborca e cai. Já dentro do camburão o pau rolava. Cascudo e cachuleta. Na delegacia o empinaram num pau de arara. Solaram os pés com uma palmatória de lata. Sarado dos maus tratos dentro da cela os outros não deram descanso, um afeminado revelou. – Aqui Serginho é assim, quem não come leva. Não teve chance, caíram em cima dele. Com o tempo acostumou, fazia como pediam. Revelou-se um profissional. Saiu e aprendeu com quem deveria ir, o corpo modelado no silicone. Conheceu um cara e montou apartamento, deu tudo, não pode evitar apaixonar-se, juntou dinheiro e fez cirurgia, hoje moram em Petrópolis e estão pensando em adotar um menino.

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