Do quinto vejo a lua preta de andaluzia.
A lua em eclepsidra.
A lua dagua flexa de um borrao prata no céu negro
Do quarto vem o fumo de um cigarro de fim de noite.
Alguém suspira a lua aspira o fumo e condena a noite ao seu umbral de cinzas.
Há um troço de algum animal morto no asfalto em frente.
De baixo sobem os roncos dos que ja estao dormindo.
Somente a conpania de fumantes noturnos e um toço esquisito para os vermes.
Tudo banhado em prantos da lua morta.
Mais uma sem que tire de dentro os olhos melados de pudor.
Sonho com um rosto menino colhendo espigas verdes de milho.
Amareladas feito os dentes de um fumante.
miércoles, 3 de octubre de 2007
jueves, 14 de junio de 2007
ràs
Numa fonte duas ras conversavam...
- O que faremos amanha se já nao temos muito o que fazer?
- Já andei por aí, comi insetos, coachamos com outras e assistimos ao por de sol.
Tranquilamente a ra mais velha foi se posicionando na beira do lago até que seu reflexo nas águas tivesse o sol daquela tarde como coroa...e disse...
- Há um reino ali no fundo do lago onde sou rainha e onde posso mostrar-me com galhardia...
e de todos os lugares que já fomos pouco desfrutamos como desfruto dali.
Entao num salto ornamentalíssimo mergulhou nas aguas produzindo circulos perfeitos em sua superficie...
A outra ra sem entender ficou na beira olhando a amiga que nadava para o fundo, até descobrir sua imagem naquelas aguas escuras daí ficou com seus pensamentos anfíbios...
Numa fonte duas ras conversavam...
- O que faremos amanha se já nao temos muito o que fazer?
- Já andei por aí, comi insetos, coachamos com outras e assistimos ao por de sol.
Tranquilamente a ra mais velha foi se posicionando na beira do lago até que seu reflexo nas águas tivesse o sol daquela tarde como coroa...e disse...
- Há um reino ali no fundo do lago onde sou rainha e onde posso mostrar-me com galhardia...
e de todos os lugares que já fomos pouco desfrutamos como desfruto dali.
Entao num salto ornamentalíssimo mergulhou nas aguas produzindo circulos perfeitos em sua superficie...
A outra ra sem entender ficou na beira olhando a amiga que nadava para o fundo, até descobrir sua imagem naquelas aguas escuras daí ficou com seus pensamentos anfíbios...
viernes, 4 de mayo de 2007
Noite
É como socar a própria boca.
É como mastigar pedras.
É como vomitar o fígado e mastiga-lo.
É como sentir o negro ruminante rangendo os dentes feitos uma moenda de pedras.
_cadê quele fio da puta?
Enfiou a bagana de fumo por cima da orelha e foi capengando pro lado do bar. Já tava na hora dele dar uma prensa no capiau pensou, e foi ficando amuado com o cheiro de cachaça já na porta . Quando entrou teve tempo só de contornar com os olhos um canto do buraco. Já estava o leao... feito uma parede de concreto o levou para fora:
_cê sai agora que é melhor procê!
_eu num devo ninguém daí de dentro !
_tá mais vai lá pra fora que cê ta fedendo!
Ficou no canto da parede na entrada e esperou até que um corpo fosse atirado no chao de terra vermelha, era ele pensou... olhou para os dois lados da rua e foi la perto. O corpo respirava poeira... ele baixou a cabeça:
_cê bebeu minha parte tombém?! fidaputa! tirou uma gilete de dentro dos trapos, cortou um pedaço da orelha do caído e comeu resmungando subindo a rua.
É como socar a própria boca.
É como mastigar pedras.
É como vomitar o fígado e mastiga-lo.
É como sentir o negro ruminante rangendo os dentes feitos uma moenda de pedras.
_cadê quele fio da puta?
Enfiou a bagana de fumo por cima da orelha e foi capengando pro lado do bar. Já tava na hora dele dar uma prensa no capiau pensou, e foi ficando amuado com o cheiro de cachaça já na porta . Quando entrou teve tempo só de contornar com os olhos um canto do buraco. Já estava o leao... feito uma parede de concreto o levou para fora:
_cê sai agora que é melhor procê!
_eu num devo ninguém daí de dentro !
_tá mais vai lá pra fora que cê ta fedendo!
Ficou no canto da parede na entrada e esperou até que um corpo fosse atirado no chao de terra vermelha, era ele pensou... olhou para os dois lados da rua e foi la perto. O corpo respirava poeira... ele baixou a cabeça:
_cê bebeu minha parte tombém?! fidaputa! tirou uma gilete de dentro dos trapos, cortou um pedaço da orelha do caído e comeu resmungando subindo a rua.
lunes, 30 de abril de 2007
domingo, 29 de abril de 2007
O campo se extendeu para além do fisico, ou melhor pra o fisico nao visível, o calor e as emanaçoes olorosas constituiam este campo tao extenso quanto o horizonte projetado no fundo do vale; ao mesmo tempo era tudo tao familiar e acochegante como num casulo , estavamos encapsulados , quatro ovos prestes a eclodir.
sábado, 28 de abril de 2007
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